quarta-feira, janeiro 23, 2008

DIA NÃO...


Não quero falar, não quero sorrir, não quero ir pra casa, não quero comer, não quero sair à rua, não quero ver ninguem.




NADA!


NÃO QUERO NADA!!!


sexta-feira, janeiro 18, 2008

MUSICA DO FIM-DE-SEMANA

Badmarsh & Shri - 'The Air I Breathe'

sexta-feira, janeiro 11, 2008

HORÁRIOS...

Quinta-feira 10 de Janeiro - 12h50, esfomeada:

- "Dr.a tem que esperar uma horita mais ou menos pa poder assinar esses papeis, é que a Sr.a Procuradora foi almoçar, e preciso que ela veja o documento antes de assinarem"

- "Ah Sr. A, não pode ser, a Sr.a Procuradora foi almoçar, eu também estou cheinha de fome, e às 14h, tenho de estar na notária [Deves estar a sonhar! Quero é que esperes sentadinho, e a tua patroa também, porque eu não estou ao dispor dessa mal-educada].

- " Não me diga isso Dr.a, é que fiquei de ter isso pronto amanha às 9h, pode voltar pelas 16h ainda hoje, então?"

- "Não posso, não posso Sr. A! Quer que deixe de almoçar hoje? Quer que deixe o que tenho pra fazer? Não me queira aturar sem comer, sou terrivel! [Tu tripas valentemente oh parolo! Vai mas é chorar po colinho da tua patroa, e amanha falamos]

- "Ai Dr.a como vou fazer agora?"

- "Passo amanhã pelas 9h por aqui e assino isso tudo. Se tiver algum problema com a Sr.a Procuradora, ela que me telefone, e eu explicar-lhe-ei que também tenho que almoçar, como ela, que tenho horários para cumprir que ela deixou de ter, que tenho trabalho urgente que não tenho o poder de adiar porque é o que me permite viver, o que ela pelo contrário, pode se dar ao luxo de dispensar, e deixar pr'amanha!" [Vai pa p*** que te pariu mais a tua patroa, e vão f**** outros, que eu não tenho a vossa vida]

quinta-feira, janeiro 10, 2008

ODIO DE ESTIMAÇÃO

Ultimamente, não há coisa que me irrite mais do que os anúncios para créditos ao consumo. Fico incontrolável: lanço o comando da TV, o chinelo, uns valentes palavrões e tudo o que tiver à mão!

A semana passada, "examinei" com mais atenção um anúncio de uma destas empresas, para poder perceber o que me irritava mais. Começando pelas músicas de fundo, repetitivas, espalhafatosas, demasiadamente alegre, seguindo-se com scenario propriamente... nem sei como hei-de qualificar tanta falta de ... de... tudo! Até os actores são deprimentes de tanta falsidade que ostentam.

Num dos anuncios, vê-se um jovem felicíssimo a simular um romance com um porco enorme cor-de-rosa (tipo peteiro), numa praia, brincando às escondidas. Alguem já parou para pensar? De tão limitado e de tão mau gosto que é, que até me é dificil acreditar que exista uma alminha nesta terra que pensou e conceitualizou esse anúncio. Sinceramente, do fundinho do coração, nunca vi publicidade tão odiosa e tão ridícula.
Nem sei como existem pessoas suficientemente burras que nem socos para sequer ponderar recorrer a essas empresas de crédito!

Ainda que desconheça os juros exorbitantes que elas praticam, penso que a própria publicidade INCITA a não as procurar. Mas por outro lado, se estas empresas conseguem tanto espaço publicitário,é porque há muito otário por aí a pensar que pode namorar um porco cor-de-rosa ! Como é possivel dar crédito (e aqui, passo a expressão) a isto?!

sexta-feira, janeiro 04, 2008

RESPOSTA AO SR. EIRA-VELHA...

Desconhecendo o significado do termo "bera", recorri então ao meu Dicionário da Lingua Portuguesa, da Porto Editora.

Bera, adj. que parece bom, mas não é; falso. (Do antr. al. Baer que, por 1908, inundou Lisboa e Porto de pedras falsas).


Na minha perspectiva, ou bem achava que eu era um ser maravilhoso, e ficou desiludido com o que leu anteriormente, ou então esta a chamar-me de falsa.
Na primeira hipotese, não vejo outra solução senão lhe dar os meus pêsames (acredite que por vezes também fico profundamente desgostosa comigo própria).
Na segunda, as coisas modificam-se: não soufalsa. Sim, já fui hipocrita e continuo a sê-lo por vezes, por interesse profissional ou social: tem que ser! E não me venha com lérias, todos somos mais ou menos hipocritas consoante as ciscuntâncias. Já imaginou se alguma vez eu chegasse à dizer tudo o que acho daquele labrego de colega da minha comarca, na cara dele?... não pode ser. Pois não...
Agora falsa, não. Nunca fui. A falsidade implica a falta de honestidade nos sentimentos. Gosto ou não gosto, não engano ninguem.


quinta-feira, janeiro 03, 2008

Extrato de um questionário de um concurso para uma entidade international

Qualidades principais que pensa possuir:

A Perseverança - [isso, meus amigos, ninguem mo tira, arriscaria até o termo temeridade, mas depois de ler a definição no dicionário, ("audácia / ousadia ante um perigo quase certo"), pensei melhor, e acho sinceramente que quem passaria a sentir medo talvez fossem os senhores. Sou perseverante sim, aliás acho que é a unica grande e mensuravel qualidade que tenho, de resto, não sou mais trabalhadora que os outros, tenho o mesmo dias de grande productividade e outros em que nem o correio consigo despachar, a minha inteligência é mediana, e não sou simpática]

A Alegria - [Tinha que pôr pelo menos 2 qualidades, senão iria parecer o quê?... Fui perguntar à minha mãe o que ela achava, e foi a primeira coisa que lhe veio à mente ("nunca foste de dar mal tempo, minha filha!"). Pareceu-me estranho, à primeira, mas pensando bem, sempre gostei (demais) de rir, fico sempre feliz ao chegar a casa, e quando estou com ideias um pouco cinzentas, tento lembrar-me da altura em que a vida não me correu bem, e aí, meus senhores, o sorriso é automático. Não quero dizer com isso que sou positiva, daquelas maluquinhas estupidas e limitadas que pensam que tudo o que acontece na vida TEM QUE ser encarado de maneira positiva: é impossivel, e improductivo]

Defeitos que pensa ter:

[Meus senhores querem que vos escreva, preto no branco, que sou resmungona, sarcástica, lenta, insegura ou ainda orgulhosa?... devem estar a tripar!]

Teimosia [o que toda a gente deve escrever...]

quinta-feira, dezembro 27, 2007

RESOLUÇÕES PARA 2008

Copyright © Yukihiro YOSHIDA (**sirop) 2004-2007


Quero um filho.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

MY LOST BLOND HAIR...


Pintei o cabelo de castanho escuro
Só me apetece rapá-lo todo.
Passo em frente a uma vitrine, ou 1 espelho e fico a procura de mim...



Passei a não gostar de mim

sexta-feira, dezembro 14, 2007

PERPÉTUITÉ...

Yvan Colonna, nacionalista córsego foi condenado à prisão perpétua, pelos crimes de homicídio do Prefet Erignac (équivalente de um Governador Civil em Portugal, mas com mais poderes), et pelo ataque de uma gendarmerie à mão armada, na Córsega.

Os 6 juizes (neste caso, não houve jurados) condenaram-no baseando-se nas suas "intime conviction", sendo essa construida na observação e avaliação dos indices (provas materiais).
Tudo bem, as minhas aulas de Droit Penal voltaram à memória. No entanto, após um mês de processo, de produção de prova, de alegações de uns e d'outros, de incidentes processuais, não estou convencida da co-autoria de Colonna no homicídio.
No decurso deste mês, a minha "intime conviction" foi alterando-se. Pior, no início partia com ideias e parcialidades (preconceitos?) em relação a Colonna: odeio nacionalistas de qualquer bordo, acho que a humanidade não se pode reduzir a tão pouco, e tão baixo; mais ainda: considero a Córsega como legitimamente francesa, mesmo se teriamos as vantagens todas (sociais economicas) na independência da mesma. Mas mesmo assim, no decurso de um mês de processo, considero agora Colonna inocente.
E mais do que tudo, penso que os juizes, em 5 horas de deliberações estavam com dúvidas, e neste caso, esqueceram-se de um principio fundamental: o tel de in dubio pro reo... E nisso, seja por que razão for, tenho a intime conviction que se fizeram de esquecidos.





quinta-feira, dezembro 06, 2007

Quero ser milionária, e viver numa penthouse em NY...

4800 palavras para traduzir: inglês para francês técnico

Já é a 3ª tradução esta semana. Chegam sempre aos molhos.

Os meus clientes, esta semana pareciam que tinham formigas no c*: apareciam sem ser chamados, nem anunciados, no meu escritório, e queriam resolver os problemazinhos deles, pra ontem.
Um deles teve a lata de me dizer que como estava de baixa, podia passar mais vezes no meu escritório e falar mais comigo do assunto, ao qual respondi com um sorriso amarelo, que eu pelo contrário, não estava de baixa.

Não me queixo (ou talvez sim?...), só não durmo muito, como pouco e a más horas, ando sem paciência para tratar da minha pessoa, nem para conviver.
Contudo, há uma coisa que mesmo assim me satisfaz: o dinheiro...

terça-feira, novembro 27, 2007

God is an artist...



...paixão de adolescência desde Glory, Malcom X e Philadelphia...

segunda-feira, novembro 26, 2007

POR QUÉ NO TE CALLAS?...

  1. Sou republicana de educação e de convicção
  2. Percebo a "excepção" do rei Juan Carlos e a consequente razão histórica pela qual "há" um rei em Espanha (mesmo se, repito, não tem nada a ver com as minhas convicções, e aqui não me refiro ao resto da família real).
  3. Existe no mundo diplomático actual, uma incompreensível indulgência, uma tipo de "deixá lá, faz de conta que não viste/ouviste" em relação a Hugo Chavez, que me irrita profundamente. Porquê? Pelo petróleo? Pela insanidade do homem?
  4. Talvez ao mandar calar esse hipocrita-subdotado do Chavez, a Espanha tenha perdido mais do que se o rei não tivesse perdido a paciência.
  5. Agora uma coisas é certa, a Espanha saio com uma imagem digna (alguém reparou que Chavez, nessa cimeira, andou a insultar meio mundo, como por exemplo o Brasil, e, ninguem disse nada, houve até quem achasse muita piada)
  6. o rei, pela 2a vez na sua vida politica, demonstrou que merece a confiança da Espanha e o próprio título.




quinta-feira, novembro 22, 2007

Da irrefreavelidade que há em mim...



Sempre houve duas
religiões,
uma das quais nos puxa para fora e para as práticas, e a outra,
pelo
contrário,que nos reconduz a algo de indomável em nós mesmos



Alain in Propos sur
le Christianisme


quarta-feira, novembro 14, 2007

sexta-feira, novembro 09, 2007

Estudo (aiiii tou nas ultimas), logo... VI


Norman Bates a Presidente!!!! Yes! Yes! Yes!
«tsuiiiim tssuiiim tsuiiiimm»
(pa quem n sabe e/ou n consiga visualizar a cena: é a musiquinha que acompanha as facadas no filme)
(não sei porquê, mas depois de ver filmes do Hitchcock, concentro-me mais. É matemático)

terça-feira, novembro 06, 2007

Estudo, logo...V

Hoje, não sei lá porquê lembrei-me do meu professor de escola primária! M. Pietri! Transpirava a Corsega! Meio árabe, meio capo da Máfia, este homem, era o "terror tranquilo". Quando olhava para nós com aqueles olhinhos pretos, só queriamos esconder-nos, desaparecer... alguma coisa não estava bem. Era de poucas palavras, e o tom era grave e baixo. Parece cliché, mas é verdade. Mandava-nos somente com um gesto ao quadro, cruzava as pernas encima na mesa dele, e fazia as perguntas... muito devagarinho, de um tom quase ameaçador. Erávamos, claro que erávamos, e ele, sempre com o mesmo tom, sugeria, ajudava paternalmente a vítima.
Um dia, "esqueci-me" de fazer os meus deveres de francês, porque tinha a mania que já sabia ler (o meu pai fez-me o "favor" de me ensinar a ler antes de entrar na Primária)... ele, certamente que já me tinha topado! Como não seria! Um capo manhoso daqueles!... mandou-me ler o exercício que haveria de ter feito. Catástrofe! Sufoco! Ia morrer!... quando lhe disse que me tinha esquecido, retorquiu que queria ter uma reunião com os meus pais, e fez questão de precisar que era com os DOIS. Ora, quem conhece o meu pai, sabe que nem ele nem a minha mãe são sopa; mas o meu pai é mais sopa com o pote todo de piri-piri! Ninguem imagina, o quanto quis fugir nessa altura, o quanto me senti perdida: que maldade! que crueldade! Ele sabia! Sabia que CERTAMENTE o meu pai, esse pai latino, ditaria a minha sentença!...
Isso aconteceu uma manhã. Lembro-me de andar apagada o dia inteiro, e quase no fim da tarde, mandou-me ao quadro, para resolver um problema de matemática. Em situação normal, estaria cheia de medo, mas nessa altura já nada me importava, já nada temia, em comparação com o que me esperava. Resolvi o imbróglio de matemática, e já de regresso à minha mesa, disse-me: " Vá lá, já nem mereces que chame os teus pais!"...
...
...
Sentei-me, sorri, e os meus amigos saborearam comigo o desenlace do MEU problema!
E dele, sempre guardei essa imagem de muito respeito, e de grande saber.

Estudo (sort of), logo...IV


QUERO ANUNCIAR FORMALMENTE ET PERANTE O MUNDO, E DESDE ESTA PROVINCIA DA PROVINCIA DA EUROPA, QUE VOU APRESENTAR PELA PRIMEIRA VEZ UMA DENÚNCIA À COMISSÃO EUROPEIA.
(esse meu cliente já subiu 1 pontinho na minha estima)


(qual STJ, qual quê!...)


quinta-feira, novembro 01, 2007

Estudo, logo III... ou divagações de uma noite de marranço

Acabo agora de analisar uma decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (é assim que se traduz?), chamado Kamasinski c/ Austria... Revoltei-me sozinha, aqui neste fim do mundo, leia-se uma aldeia da provincia da provincia logínqua da Europa, sem ninguem para poder ouvir-me, com quem discutir, argumentar... aliás, nunca pensei que essa loucura, alguma vez me tocasse... credo, tou perdida!
O caso, é de um americano que foi passar uns tempos pa Austria, e acabou por lá nos calabouços horrendos daqueles... daqueles... euuuhh... bem... daqueles gajos que produziam aquele fdp inomável que gerou a 2a GM (aaiiiiii os preconceitos, já comecei!), lá pelos anos 70. Interrogaram o gringo várias vezes, foi objecto de inquéritos, de difamação nos jornais austriacos, de pré-audiência (??), de audiências coloridas e variadas, e... interpretação e tradução??... ta quieto! foi à maneira deles: umas vezes com a ajuda de outros detitos, outras com um advogado meio chato que tinha mais que fazer que andar a aturá-lo (leia-se que com o que ele ia receber do Estado, mais valia, ao ver dele, ficar sossegado). O chefes de acusação foram lidos assim no"mais ao menos", por "alto" em inglês, houve julgamento nas mesmas condições, e até nem se diganram a fornecer-lhe uma tradução da decisão. Recorreu tanto quanto pode, lá conseguiu mudar de advogado entretanto: estáva-se tudo a cagar pra ele. Saiu de prisão e já nos USA, decidiu recorrer para o TEDH, queixando-se do não cumprimento dos artigos 6, e 14 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, pela Austria (signatária da CEDH). De facto, queixava-se de não ter tido um processo justo (falta de traduções, intérpretes, impossibilidade de ter acesso ao seu processo, impossibilidade de assistir ao interrogatório das testemunhas e partes civis, etc.)), e que por isso tinha sido vítima de discriminação, considerando o cidadão austriaco na mesma situação.

Estava à espera de uma condemnação da Austria. Não foi o que aconteceu. O tribunal não atendeu ao gringo, em quase nada (e o pouco em que foi atendido, nem deu para ter uma indemnização). NADA! Por muito menos, houve condemnações anteriormente. Mas os acordão é tão comprido, que dá para perceber entre linhas, que os juizes deste tribunal internacional, quiseram punir um americano chato, que sempre se queixou, sempre andou revoltado.
Pareciam que queriam dar uma liçãozinha ao gringo! pffff! e eu que pensava que esses juizes eram juristas do mais fino que havia, intelligentes, ponderados... modelos! afinal não passam de gente normal: que tem os seus vicios comuns, as suas falhas obvias, as suas alturas de "rez-vez-campo-de-ourique"... pfff, despreziveis...

quarta-feira, outubro 31, 2007

Estudo, logo...II



“A ciência sem a religião é
paralítica, e a religião sem a ciência é cega."

sexta-feira, outubro 26, 2007

Estudo, logo...


Esta semana vai ser dedicada ao estudo... não ao estudo de um caso, mas sim, ao chamado "marranço", aquele que doi, aquele que ao fim de 5 horas obscurece a vista, aquele que tira o apetite, aquele que parece que nos cortou da vida normal, e do quotidiano dos outros, aquele que mesmo assim nos dá uma satisfação quase sádica após ter sido realizado.

Tem que ser, e já vai tarde...