Às vezes gostava de ter poderes para mandar tudo pelos ares, poder mandar estalos a torto e a direito, arrancar a pele destes *onas, que só conheceram tachos na vida.
sábado, setembro 29, 2007
FECHADA EM CASA: DIA 5...
Às vezes gostava de ter poderes para mandar tudo pelos ares, poder mandar estalos a torto e a direito, arrancar a pele destes *onas, que só conheceram tachos na vida.
sexta-feira, setembro 28, 2007
FECHADA EM CASA: DIA 4...
O mal no estar presa, é que não se pode fugir... verdade de Lapalisse, certo, mas verdade na mesma. Assim, quando se está presa à cama e que temos de ouvir um paleio sobre preços de pneus, por exemplo, não há maneira de não ouvir. Podemos, gritar que não, mandar calar, espernear (nem isso... só maneira de falar),mas não fica bem.
Às vezes gostava de ser gato.
quinta-feira, setembro 27, 2007
FECHADA EM CASA: DIA 3...
Tenho tempo.
Tempo para disfrutar da música, e sonhar de olhos abertos. Penso que não fazia isso desde há uns 10 anos atrás:
«(...)No peito dos desafinados, no fundo do peito dos desafinados, também bate um coração... tada..tada(...)»
Tempo para reflectir, ponderar, sobre (quase) tudo.
Por exemplo, dei por mim, a imaginar as razões e os medos mais profundos que encehram essa mulher espanhola que fez a seguinte declaração, (mais ou menos): "Fotografei a menina, porque tinha a pele muito branca, era louríssima, e estava acompanhada de magrebinos (leia-se bronzeados e morenos de pele)". Até aqui tudo bem, teve uma duvida, fez o que devia (mas fez mal diga-se de passagem, porque a foto é de uma qualidade duvidosa, e se estava tão preocupada, parava o carro e ia ver com os proprios olhos... mas o que se segue, percebe-se o porquê de ela não parar). Continuando, ela acaba por dizer uma estupidez monstruosa: "se não for a Maddie, então foi outra menina raptada"... ... ... Tenho a sensação que isso passou COMPLETAMENTE despercebido (só nos canais espanhois, ouvi reacções valentes). A dita senhora não sabe que no norte de de certos paises magrebinos há gente loira, muito loira e com pele clara: o povo Berber... mas claro, não é obrigação da senhora saber... a obrigação da senhora é de não acusar sem fundamento, ou de acusar por "medo" do desconhecido, do estrangeiro... porque o estrangeiro é forçosamente mau, feio, e rapta meninas bonitinhas e loirinhas. Ainda há tanto para fazer. Talvez regredimos.
Tempo para fotografar o meu gato adepto da sesta encima dos meus livros, ou da almofada que me serve de apoio à perna.
Tempo para desfrutar do pôr do sol às oito menos un quarto, através da minha janela dos estores abertos. (Deus existe. )
Tempo para acabar de ler uma biografia da ultima rainha do Irão, exilada, e (re)ler Machado de Assis:
«(...)Naquele instante, a eterna Verdade não valeria mais que ele, nem a eterna Bondade, nem as demais Virtudes eternas. Eu amava Capitu! Capitu amava-me! E as minhas pernas andanvam, desandavam, estacavam, trémulas e crentes de abarcar o mundo. Esse primeiro palpitar da seiva, essa revelação da consciencia a si própria, nunca mais me esqueceu, nem achei que lhe fosse comparável qualquer outra sensação da mesma espécie. Naturalmente, por ser minha. Naturalmente também por ser a primeira.» (Dom Casmurro)
E tempo para ver programas de TV, que em tempo normal não posso ver:
«Pero de donde sacas la informacíon??!! De South Park??» Noche Hache - Cuatro
quarta-feira, setembro 26, 2007
FECHADA EM CASA: DIA 2...


