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quarta-feira, março 05, 2008

BLUES DA QUARTA-FEIRA À TARDE...

Estes ultimos tempos, (leia-se 7 ultimos dias) só tive despesa, daquela que não dá para adiar ou dispensar: óculos (o oculista queria vender-e armação, e eu só tive que repetir 4 vezes... sim, 4 vezes, que não queria, guardava a mesma) , consulta e medicamentos de dermatologia, dentista... etc.
A seguir tive que aturar uma colega de profissão a contar-me as suas aventuras sexuais pré-matrimoniais, e não fechou aquela matraca derante uns bons 20 minutos seguidos. Até o meu urticário deu sinal!
Realizei um trabalho durante o fim-de-semana todo, prometi a entrega do mesmo na segunda-feira. O que eu prometi, cumpri. Resultado? Pagamento?... Porra, estou farta de gatunos mal-pagadores, mentirosos, que não tem palavra, que gozam com a minha cara. Estou farta de andar atrás das pessoas para me pagarem, farta de ouvir sempre a mesma p*** de resposta ("ah e tal Dra. agora não me dá jeito...nhanhanha" e eu? deu-me jeito trabalhar com prazo? dá-me jeito não receber o MEU?????????!!!!!!!!!!!!!), estou farta dos telefonemas de clientes às 9h da noite, farta deste p*** de provincianismo reles.
NÃO AGUENTO MAIS OS PORTUGUESESS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Quero ser milionária, e viver numa penthouse em NY...

4800 palavras para traduzir: inglês para francês técnico

Já é a 3ª tradução esta semana. Chegam sempre aos molhos.

Os meus clientes, esta semana pareciam que tinham formigas no c*: apareciam sem ser chamados, nem anunciados, no meu escritório, e queriam resolver os problemazinhos deles, pra ontem.
Um deles teve a lata de me dizer que como estava de baixa, podia passar mais vezes no meu escritório e falar mais comigo do assunto, ao qual respondi com um sorriso amarelo, que eu pelo contrário, não estava de baixa.

Não me queixo (ou talvez sim?...), só não durmo muito, como pouco e a más horas, ando sem paciência para tratar da minha pessoa, nem para conviver.
Contudo, há uma coisa que mesmo assim me satisfaz: o dinheiro...

terça-feira, fevereiro 13, 2007

SOBRE A SENSIBILIDADE: CARTA ABERTA AO JG

"...E confesso que as mulheres com mais sensibilidade, humana e artisticamente falando, gostam e usam poesia. Das que conheço" JG

...


Gosto de poesia. Sim.
No entanto, sou uma mulher sem sensibilidade por alí além, daquelas que quando se passa por elas, se diz que são autênticas brutamontes. Duras essas minhas palavras! Mas infelizmente tão verdadeiras.
Deixei essa sensibilidade (nem sei se alguma vez a tive) à porta dos meus 30 anos. Ou terá sido antes?
A prática levou-me a deixar de lado essa faculdade de sentir, se assim posso dizer, e encarar uma grande parte da minha vida de um ponto de vista mercantil. E então sim, o “vil metal” acerbe; posso garantir.
Afigura-se, caro Jg, que em tempos até altruísta fui! Belos tempos! Tempos em que poemas de Baudelaire e de Rimbaud faziam parte do meu dia-a-dia, em que levantar-me todos os dias não me custava nada (nem um tostão!), em que uma insustentável leveza fazia parte do meu ser [que saudades de Kundera…]. Enfim, momentos estes que findaram, e foram arrumados no fundinho de um recanto da minha memória.
Houve tempo ainda, em que me pasmava com sonhos de artista. Idealizava eu, do alto dos meus 17 aninhos que deveria encontrar a minha vocação nas Artes!
Quanta quimera!
Acabei (será?) nesta minha profissão, um pouco “por- acaso-mas-sem-sê-lo-totalmente”, e ainda me horrorizo todos os dias que Deus faz, com a pequenez e estreiteza de espírito das pessoas com quem lido, diariamente. Será sinal de esperança ou desespero? Não sei. Contudo, neste caso, apostava no desespero.

Por isso vos digo, caro Jg, essa sua teoria tem pelo menos uma excepção.