Mostrar mensagens com a etiqueta França. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta França. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, março 04, 2009

Yvan Colonna e a presunção de inocência...

Apaixonei-me já o ano passado por esta novela judiciária, em França:
http://www.lefigaro.fr/proces-colonna/index.php
Do que li, tanto na primeira instância, como agora no recurso, parece que não dúvida que esse processo será um case study, tanto para magistrados, policias como para advogados.
Se lá estivesse, não perdia uma sessão...

terça-feira, outubro 16, 2007

Affaire Agnelet...

Segui com grande interesse, um caso de Justiça francês... que tem 30 anos.
11 de Outubro de 2007: o arguido foi condenado por 15 juizes (3 profissionais, e 12 jurados) a 20 anos de prisão por homicídio nos anos 70, de uma rica herdeira, Agnès Le Roux, sua amante.
Inicialmente, foi absolvido, porque tinha um alibi: tinha estado com outra mulher (outra ricassa). Passo a explicar: de facto, o homem, que na altura era advogado (detalhe), tinha 3 mulheres: a legítima, a amante oficial (a desaparecida), e a amante não oficial (a do alibi).
Depois de uns anos de solidão e rancor, a dita testemunha retractou-se... reiniciou-se o processo!
Houve nova instrução, novo processo interminável.
O mais curioso é que o corpo da dita herdeira nunca apareceu.
E isso lembrou-me o caso da pequena Joana do Algarve. Só que neste ultimo caso, houve confissão. No presente, nunca. Claro que a instrução veio salientar outros factos, outras versões, outras provas. Mas o desaparecimento de Agnès ocorreu há mais de 30 anos!!! Enquanto advogada, não posso deixar de me questionar sobre a efectiva aplicação do princípio fundamental em Direito Penal: In Dubio Pro Reo.



...e se as mulheres alguma coisa tem a ver com isso:

Presidente do Tribunal, admirado:

- “Tout de même, ces trois femmes qui, au même moment, sont toutes très amoureuses de vous et qui vous font parfois du chantage, cela devait être pesant, non?

Maurice Agnelet, Arguido: - Non, c’était juste techniquement un peu compliqué. C’est l’intendance qui était pesante”, lui répond-il.
(é por isto e por outras que amo a França)

terça-feira, setembro 11, 2007

French Freak...





O "determinismo" económico de certos analistas sempre me encomodou... daí que gostei de ler esta crónica, num jornal que até deixei de ler, por achar que tinha acabado por ter só um ponto de vista...

quarta-feira, maio 02, 2007

AMO-TE FRANÇA... (NA MESMA)...

Acabei de ver o debate Ségo-Sarko, na TV...
Parece que a França é o centro do mundo, e o resto é paisagem. Não houve debate sobre questões internacionais. Sim, falou-se do Darfur/China, e da União Europeia... assim por alto... A coitada da Ségolene, ainda mais por alto (pela atmosfera mesmo).
Claro, que a Sra. Royal de uma certa forma foi uma surpresa, na maneira de se dirigir ao seu adversário. Mas falhou.
Ela não conhece os dossiers da Répública, em porfundidade (...sempre na atmosfera),e isso não é surpresa nenhuma. Contudo, aprendeu a liçãozinha de cor com palavras que (acha ela) são marcantes.

Acha que os franceses são estúpidos ao ponto de pensar que se pode baixar os impostos, subir as reformas, aumentar os funcionários públicos, e (ainda) baixar a dívida pública francesa. Hellloooooooo?????!!!!

E quando lhe é perguntado como ela acha que vai fazer isso, com a maior das latas, responde que será encontrada a solução com os partenaires sociaux, ié os parceiros sociais. Realmente, a cada pergunta era sempre a receita das reuniões, conferências, agrupamentos, tertulias (hehe, já caí no exagero) com os famosos parceiros sociais.
Ah! sim, teve o momento alto, quando ela passou-se dos carretos. Sarkozy, surpreendentemente, guardou a calma, e disse-lhe que as grandes responsabilidades de um presidente da republica não podiam se conjugar com o facto de perder as estribeiras. Ela, sempre fiel a si própria respondeu que não se tinha enervado, era só uma cólera sã (literalmente). Bravo Ségolene! Adoro-te! Não havia outra mulher (já que se quis entrar na moda) no PS francês, que ao menos não envergonhasse, a inteligência gaulesa???...

Mas digo-te, cara Ségolène, és uma mulher fantástica que contribuiu ao menos para uma coisa : convenceste-me em votar Sarkozy! Wow!!! Acredita que foi uma performance! Quase um milagre!... sim, sim, e este mérito, é todo teu.

segunda-feira, abril 23, 2007

DIA VERY NÃO...


Há dias que me levanto, e já estou mal disposta. Hoje é um dia destes. Por acaso, é segunda-feira... mas é só por acaso, poderia ser uma quarta ou mesmo uma sexta. Claro que, raramente me acontece tal fenómeno aos sabados. Ah! benditos sabados! São maravilhosos, majestuosos, esperançosos... LINDOS!

Pois sim. Hoje só quero que o dia acabe, e depressa. Dei por mim no carro, a achar que é muito mal pensar assim, porque tenho que considerar que é um dia a menos na minha vida. Porra! Coisa mais sem lógica! Como se pode desejar que um dia acabe o mais depressa possivel, e querer da mesma forma viver o mais tempo possivel?! "Perder" um dia de vida?!

De facto, temos muito essa reacção, porque inconscientemente achamos que vamos viver ainda milhares e milhares de dias. Grande pretensão. É nesse momento que queremos nos substituir a Deus, porque estamos convencidos que somos poderosos, mestres da nossa vida, e quase-imortais (uns deuses??)

Claro que temos escolhas para fazer, e podemos escolher o nosso rumo... em geral... porque depois, outros vectores entram em conta, e "UPS! COMO È QUE ISSO È POSSIVEL TER ACONTECIDO?"


-Como é possivel eu ter virado advogada?

-Como é possivel ter vindo para a uma vila da provincia profunda ... de PORTUGAL??!

-Como é possivel eu já não gostar de manga?

-Como é possivel G.W Bush ser presidente dos USA?

-Como é possivel ter mais de 1,2 milhão de franceses expatriados no mundo?

-Como é possivel eu não ter podido ir votar ontem no Consulado francês no Porto?

-Como é possivel não saber ler?

-Como é possivel ....?


...


Há dias em que acordo e gostaria de apagar o dia da minha vida.