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quarta-feira, maio 13, 2009

EEEHHHH BARCELONAAA!!!....

Barcelona by MorBCN


Para a semana estarei em Barcelona.
Caramba, é tão perto da França e.... é Barcelona!
Deus queira que por lá fique, se arranjar que fazer por lá...

«(...)Soy Alonso Quijano.
Yo recordé mi nombre en Barcelona,
después de ver el mar, de visitar la imprenta
y descubrir la farsa de mi vida
en la hospitalidad de los que hoy
repiten sin saberlo aquel destino
por el que me humillaban.

Fui derribado por mi propia burla,
cuando el azul del mundo,
en vez de gallardetes y clarines,
gastó la realidad de una palabra
para contar la arena
de los duelos perdidos
con los representantes de la luna.

Esta tare de junio y de San Juan,
en esta solitaria habitación de hotel
que nos buscó el azar de la poesía,
regreso a Barcelona,
a importunarte con mis confesiones,
porque sigues ahí,
en lugar de la ficción,
suspenso una vez más,
delante del papel,
con el bolígrafo apuntando al cielo,
la mano en la mejilla
y el codo en el bufete.

Porque resulta hermosa y respetable
la caridad del sueño,
se han celebrado mucho mis hazañas.
Pero si quieres verme,
más allá de los himnos de mi triste figura,
y saber cómo fui
en el paisaje oscuro de mi tiempo,
o cómo soy ahora
entre las libertades de tu siglo,
abre el balcón y asómate a las Ramblas.(...)»

Las Confesiones De Don Quijote - Luis García Montero

sexta-feira, agosto 24, 2007

DE REGRESSO...


Sevilha é talvez uma das cidades mais lindas que já visitei na minha vida, depois de Paris (of course). Deslumbrei-me com os jardins, com as ruas, com o Guadalquivir... No entanto, Sevilha tem tanto de cruel como de linda: 38º graus à sombra, sem correr nenhuma brisa, é avassalador.

Cádiz é muito bonita. Parou no tempo, entre os 70's e os 80's: com cartazes meios revival, meios kitshs. Tanto que até ainda vendem postais com carros dos anos 70. Fantástico! Bebemos a sangria, com toquezinho a canela, mais saborosa das nossas vidas! Os botecos, os cafés, os barbeiros, as casas, e mesmo a calçada parecem ainda tem o odor desses anos gloriosos que a cidade viveu. Nota-se e sente-se uma nostalgia ao percorrer as ruas de Cádiz.


Gibraltar... Gibraltar... A civilização britânica também tem os seus extremos: tenho cá a ideia que tem tanto de glorioso, como de ridicula. Zéro pointé!


Ah! e as praias de Andalucia são fantásticas: a agua estava morna, as ondas brandas, e bebe-se a sangria à pressão e o café em copos, numas cabanas na areia!



O Flamenco, é o espelho da Andaluzia que sofre paixões gigantes e cala paixões, embaladas pelos leques e pelas mantilhas sobre as gargantas que têm. Tremores de sangue, de neve, e arranhões vermelhos feitos por olhares.”
Federico Garcia Lorca