Derrotada, triste e depressiva, afirmo à minha irmã que tenho dúvidas quanto à minha saúde mental. Qual é o meu espanto, quando ela responde-me que o transtorno bipolar era típico dos advogados.
O que é que uma fedelha de 27 anos, foto-jornalista pobre (não sei porquê, mas sinto que o «pobre» é importante aqui), sabe das doenças «típicas» dos advogados??!
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terça-feira, setembro 29, 2009
terça-feira, março 17, 2009
Incongruências de uma vida insípida...
crise nevrálgica desde domingo à noite... stop...nem dormir consigo... stop... mas preciso trabalhar... stop... *erda!...stop
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
NEVRALGIA FACIAL...

Lá está ela outra vez. Estava a demorar em aparecer.
Mas não falha.
Num intervalo de mês, ou mês e meio tenho que parar de falar (ou pelo menos não mexer demais os lábios), deixar de mastigar, de rir, de sourir, de pentiar-me e dormir do lado direito, etc, etc. Isso durante 2 ou 3 dias.
Um inferno.
Custa-me trabalhar, ler, estar atenta, ouvir as pessoas.
Nem a cama me alivia.
No século XIX, e ainda no XX, chegaram a internar pessoas que sofriam dessa doença crónica em hospícios, e hospitais psiquiátricos.
Ignorância, claro. Nenhum médico percebia o porquê desta dôr lancinante, aguda, que leva quase à loucura de tão intensa que é.
Quando me disseram que não havia cura, quase caía para o lado de tanto desespero.
Nunca me posso esquecer dos medicamentos, que sim, aliviam-me algumas horas, durantes as crises. Mas a dor está lá, um pouquinho adormecida, mas à espera de resurgir com a força toda.
Quando as pessoas me perguntam o que é, costumo responder que é como uma monumental enxaqueca e uma grande dor de dentes à mistura, situados na parte direita da cabeça, abrangendo olho, maxilar, ouvido, cabeça, e uma parte do pescoço.
Depois da crise, a vida parece-me tão bela, tão alegre!
Volto daqui a 3 dias.
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