Meus caros, uma pausa impõe-se; impõe-se porque vou entrar numa parte da minha vida em que vou me dedicar a outra coisa que não seja eu... esperemos... se Deus quiser... e Ele quer, tenho a certeza.
Engraçado... vou deixar de olhar para o meu umbigo (mas ainda assim, olhando-o temerariamente) e vou ser o ser humano mais realizado e mais feliz neste mundo.
Ontem fui ver Away We Go - ou Um Lugar para Viver - de Sam Mendes, e amei.
Não sei se foi porque estou precisamente a viver a "faixa etária" retratada no filme e que me identifiquei tanto com os protagonistas ou somente porque é um grande filme; o facto é que gostei muito.
Foi um filme que me emocionou profundamente e que também me fez rir às lágrimas. Até duvidei que um dia um filme voltasse tocar-me tanto!
Afinal, tenho um lado Sam Mendes para além da loucura do Tarantino.
(Ah! By the way, encantam-me os vestidos de Primavera 2010 do Corte Inglés... sei, é publicidade gratuita minha, mas o meu lado «materialista feminino-trintinha» assim o quer, and that's it!)
Ontem dei por mim a ver um programa - Españoles en el Mundo - em que um dos protagonistas, um espanhol qu estava a viver em Bogotá e fazendo as honras da casa, por assim dizer , decide levar a equipe de reportagem da TVE1 a um espectáculo de tauromaquia, na arena principal de Bogotá.
Queria mudar de canal, porque sou contra esse tipo de espectáculo. Penso que deveriam ser proibidos, que é pura crueldade, que um povo dito civilizado, no século XXI, não pode fechar os olhos numa uma tradição destas.
Mas não consegui mudar de canal. Assisti por completo à féria, à lide, à "dança" do toureiro, ao derrame do sangue e finalmente à morte do bicho. Tive prazer. É terrivel porque é uma questão fundamental para mim, um princípio de vida!
Ainda me lembro do tempo em que, de férias em Portugal, a RTP e a sua homologa TVE passavam regularmente corridas, normalmente pelas 15h ou 16h, altura em que almoçavamos ao voltar da praia, com o meu primo e a minha irmã, e não faltávamos uma! Adorávamos! Gostava tanto que ainda me lembro do meu pai castigar-me mandando-me para o meu quarto e proibindo-me de ver a corrida na TV! Como é possivel?...
Assim vivo esse dilema, que me fere de vergonha porque queria no mínimo sentir repulsa. Mas mais parece um sentimento de prazer impossivel de deixar de sentir, como se estivese "imprimido" no meu subconsciente. Não sei explicar.
Fim-de-semana!!!
Vou cozinhar («Croustillant au Jambon de Bayonne et Chèvre Chaud»);
Vou ver as minhas séries preferidas na TV Cabo, e sobreaquecer a sala;
Vou tomar cafezinho de hora e meia na Casa Brasileira (a admirar os Eclairs, Opéras, Croissants aux amendes etc), ali, logo à porta de casa.
Hoje descobri que podia morrer no meu sono e nem me aperceber!
Tocou a sirene dos Bombeiros por volta das 5h00 da manhã, cá em Caminha.
O certo é que não acordei com o basqueiral, mas sonhei que estava no escritório mais acima,a ouvir a sirene e a pensar: «Caramba, é verdade! É dia de feira e é a 1ª Quarta-feira do mês!»
Digamos que foi estranho, porque se houvesse um alerta ao fogo, ao tsunami ou sei lá... a um ataque à bomba atómica, não acordava (o que talvez não fosse tão má opção).
Ao acordar ligo sempre a Sic ou RTP, e o que me põe parva da vida é saber o que se passou à minha porta pelos telejornais matinais de Lisboa, passar pela Marginal e ver o rio e a Foz que nem um espelho e interrogar-me se uma tragédia dessas terá mesmo acontecido.
Estive em Paris esta semana. Não fui alegre, não fui expectante (ou talvez sim), ia para as exéquias de um caro amigo, de um dos meus mentor, de um senhor que viveu plenamente.
Quase não voltava, juro. É estranho sentir novamente o que sentiamos de maneira rotineira, mas ao mesmo tempo vi que de facto o «sítio» modificou-se, que evoluiu sem mim, que alguns dos meus habituais «marcos» já nem existem. E é doloroso.
No entanto, no 3º dia, já me sentia normal, no meu pedaço da Terra, que me viu nascer e crescer. É como vestir um casado que gostavamos tanto e que nos ficava às 1000 maravilhas, após 4 anos de esquecimento numa arrecadação a cheirar a naftalina. No início ainda há um cheiro forte a naftalina, e também temos uns quilos a mais. Passando uns dias, já nos sentimos bem.
Voltei sim, porque afinal «o meu país é a minha cara metade».
Por desgraça, não me lembrava de onde é que tinha ouvido a música de fundo no novo anúncio da CGD - Empresas (apoio à exportação)?! Digo desgraça, porque para quem tem 13 anos de conservatório (solfejo e piano), isso é vergonhoso. E para quem já assistiu ao Bolshoï (e amou o que viu e ouviu) a dançar o Lago dos Cisnes na Opéra National de Paris, é completamente imperdoavel. Não sei se o facto de admitir o meu esquecimento, é uma atenuante. Mas pensando bem, não.
Odeio gente.
Por vezes, tenho medo de acabar anti-social.
Até me interroguei: qual é a profissão - que poderia exercer - que não tem contacto com «gente»?
Aceito sugestões (sérias... por favor)
Tem graça como na altura que frequentava o - desaparecido - Buraco Negro, e passava essa musica do Iggy Pop - uma das minhas preferidas musicas de sempre!- , lembrava-me da minha vida em Paris... E agora lembro-me de quando me lembrava da minha vida em Paris, no Buraco Negro. A vida dá muitas voltas. Boas voltas.
Hoje levantei-me da cama como se tivesse 90 anos. É bom saber e ter experiência de tão avançada idade antes do tempo, assim já sei o que me espera. F*das*e!...
Pois ontem fui ao ginásio. E após 2 meses a obrigar-me a andar em máquina e a inalar transpiração aguda de machos mal-resolvidos e fêmeas histéricas, decidi-me e fui experimentar uma aulinha de «Ritmos Latinos» (sic).
Definição de «Ritmos Latinos»: aeróbica dançada ao ritmo de salsa e merengue e com uma monitora magra, eléctrica e com um sorriso continuamente escarrapachado na face.
É bom, quase me vomitei toda na aula de tanta falta de ar que tinha. Mas é bom. Cá para mim, ela jubila ao ver-nos de rastos e a transpirar que nem torneiras de banheiras.
É 12h30, e só me apetece ir dormir. Nada que uma boa feijoada não resolva.
Há duas coisas que me irritam particularmente estes últimos tempos, de manhã: a publicidade da MediaMarket («eu é que não sou parvo!») e a publicidade da Dimensão («o que é que a Dimensão tem?»).
A primeira, não tem piada, nenhuma, mas nenhumazinha: porquê que se fala de alemão ou espanhol ou sei la? Não tem jeito nenhum. Não ponho os pés na MediaMarket.
A segunda, tem a ver com aquela voz irritante a fazer-se de sedutora, e com diálogos do tempo dos anúncios dos anos 70.
E hoje ouvia-as seguindinhas uma atrás da outra, na TSF. Ai que vontade de partir o rádio. Nesses instantes apetecia-me falar com os "criativos" desses anúncios, e chapar-lhes na cara a nulidade que eles são.