quarta-feira, janeiro 27, 2010
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Deduções no final de uma manhã solitária...
Odeio gente.
Por vezes, tenho medo de acabar anti-social.
Até me interroguei: qual é a profissão - que poderia exercer - que não tem contacto com «gente»?
Aceito sugestões (sérias... por favor)
Por vezes, tenho medo de acabar anti-social.
Até me interroguei: qual é a profissão - que poderia exercer - que não tem contacto com «gente»?
Aceito sugestões (sérias... por favor)
segunda-feira, janeiro 04, 2010
I'm the passenger...
Tem graça como na altura que frequentava o - desaparecido - Buraco Negro, e passava essa musica do Iggy Pop - uma das minhas preferidas musicas de sempre!- , lembrava-me da minha vida em Paris...
E agora lembro-me de quando me lembrava da minha vida em Paris, no Buraco Negro.
A vida dá muitas voltas. Boas voltas.
«...And I ride, and I ride, and I ride...»
terça-feira, dezembro 29, 2009
O raio que a parta!...
Hoje levantei-me da cama como se tivesse 90 anos. É bom saber e ter experiência de tão avançada idade antes do tempo, assim já sei o que me espera. F*das*e!...
Pois ontem fui ao ginásio. E após 2 meses a obrigar-me a andar em máquina e a inalar transpiração aguda de machos mal-resolvidos e fêmeas histéricas, decidi-me e fui experimentar uma aulinha de «Ritmos Latinos» (sic).
Definição de «Ritmos Latinos»: aeróbica dançada ao ritmo de salsa e merengue e com uma monitora magra, eléctrica e com um sorriso continuamente escarrapachado na face.
É bom, quase me vomitei toda na aula de tanta falta de ar que tinha. Mas é bom. Cá para mim, ela jubila ao ver-nos de rastos e a transpirar que nem torneiras de banheiras.
É 12h30, e só me apetece ir dormir. Nada que uma boa feijoada não resolva.
segunda-feira, dezembro 28, 2009
Mudança de Ar...
Eles vão estar por Lisboa no 16 de Janeiro. Será dessa que consigo ir até Lisboa e ficar alegre?...
"Ouais... cool!"
"Ouais... cool!"
terça-feira, dezembro 22, 2009
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Das manhãs irritadas...
Há duas coisas que me irritam particularmente estes últimos tempos, de manhã: a publicidade da MediaMarket («eu é que não sou parvo!») e a publicidade da Dimensão («o que é que a Dimensão tem?»).
A primeira, não tem piada, nenhuma, mas nenhumazinha: porquê que se fala de alemão ou espanhol ou sei la? Não tem jeito nenhum. Não ponho os pés na MediaMarket.
A segunda, tem a ver com aquela voz irritante a fazer-se de sedutora, e com diálogos do tempo dos anúncios dos anos 70.
E hoje ouvia-as seguindinhas uma atrás da outra, na TSF. Ai que vontade de partir o rádio. Nesses instantes apetecia-me falar com os "criativos" desses anúncios, e chapar-lhes na cara a nulidade que eles são.
quarta-feira, dezembro 16, 2009
Défouloir de la journée (j'en peux plus)...
A minha preferida dos U2... nunca me canso de a ouvir nestes momentos.
Desespero do fim do ano...
Ontem considerei realmente e com toda a minha consciência, desistir da advocacia.
Devido a um gatuno que andou a burlar o meu cliente, existe uma queixa crime em Aveiro (sim, naquele DIAP que faz as manchetes todas dos jornais actualmente), pelo qual pedi (entre outras coisas) a apreensão URGENTE de um barco em 4 de Novembro, e que por despacho, o MP me respondeu em 5 de Dezembro (um mês de depois, sim) que mandou proceder à tal apreensão... Aflitinha com o tempo que passou, depois de alguns telefonemas, apercebo-me que o tal gatuno já deu de frosques com o tal barco.
Afinal não houve apreensão nenhuma.
Claro! dahhhhhhhhh!!!!!!!!!! 30 000 contos a esfumaçarem-se de um dia para o outro porque a *uta da justiça leva um mês a acordar!!! E ainda por cima, tinha sido eu a investigar (EEEEEUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!!!!!!!), isto é, a fazer a *erda do trabalho do MP!!! MP este que é pago pelos meus impostos e por mais uns quantos 10 milhões tão *didos como eu, a viver nesta amostra de país!!!
E agora, o que é que eu digo ao meu cliente??! Que afinal a urgência prevista no artigo 210-B do Código dos direitos de autor é de um mês?! Que o barco desapareceu e que ninguém viu um camião TIR no dia 30/11 a sair daquele armazém? Que o DIAP não se dá ao trabalho de investigar essas coisas cá em Portugal??
O QUE É QUE LHE VOU DIZER???
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Fim de tarde de feriado...
No feriado decidimos ver um filme recente: Julie&Julia, penso que é esse o título. O filme em si, não tinha nada de especial, em termos artísticos ou técnicos, mas devolveu-me a vontade de cozinhar (porque sim, entretanto, 3 anos de casamento, alteraram esse desejo, que passou a ser a maior parte do tempo uma corvée... uma obrigação sem tirar nem por...).
Aliás, comecei por ter fome, e lembrar-me de como gosto da cozinha e mais especialmente da gastronomia francesa (digo, repito e assino por baixo: se não fosse a minha mãe, penso que já não teria ideia do que poderia ser um Cassoulet ou uma Choucroute).
Levantei-me do sofá, fui cortar umas grandes tranches (ou fatias) de broa caseira, feita pela mãe da minha cara metade (já alguma vez mencionei que odeio a palavra «sogra»?), passei-as pela frigideira com um pouquinho de azeite. Entretanto, noutra frigideira, com um pouco mais de azeite, fiz revenir alho com duas latas de atum ao natural; deixei que o atum tomasse uma cor diferente, e introduzi 4 tomates bem maduros cortados aos cubos, coentros, pimento verde (ou vermelho) às tirinhas e uma pitada de paprika. Deixei marinar durante uns minutos e coloquei a preparação por cima das tranches com uma azeitona para enfeitar. Et voilà!
Estava divinal. Acompanhamos isso com um resto de espumante que ainda tínhamos.
sexta-feira, dezembro 04, 2009
segunda-feira, novembro 23, 2009
tomorrow is another day...
Hoje sinto-me uma alminha insignificante, um zero à esquerda... bref, UMA MERDA.
segunda-feira, novembro 16, 2009
«SPEC-TA-CULAR»...
É raro podermos sentir (à flor da pele) o que o realizador desses momentos quis que nós sentissemos.
É chocante, é lindo, é perfeito.
Lester Burnham: «It's a great thing when you realize you still have the ability to surprise yourself»
É chocante, é lindo, é perfeito.
Lester Burnham: «It's a great thing when you realize you still have the ability to surprise yourself»
quinta-feira, novembro 12, 2009
Prazer consolador...
Chocolate, chocolate, chocolate...
Não há como passar 2 dias de baixa, para depois poder comer assim de rajada meia tablete de chocolate.
Não fiquei com remorsos, nem com um pingo de vergonha.
Estou bem.
Continuo a recomendar e a receitar.
Não há como passar 2 dias de baixa, para depois poder comer assim de rajada meia tablete de chocolate.
Não fiquei com remorsos, nem com um pingo de vergonha.
Estou bem.
Continuo a recomendar e a receitar.
quarta-feira, novembro 11, 2009
MARC 11,20...
"Ayez foi en Dieu. En vérité, je vous le dis, celui qui dirait à cette montagne: «Ote-toi et jette-toi dans la mer», s'il n'hésite pas dans son coeur mais croit que ce qu'il dit va arriver, cela, il l'obtiendra. C'est pourquoi je vous le dis: tout ce que vous demandez en priant, croyez que vous l'avez reçu et vous l'obtiendrez. Lorsque vous êtes debout pour prier, si vous avez quelque chose contre quelqu'un , pardonnez-lui, afin que votre Père qui est dans les cieux vous pardonne aussi vos offenses"
domingo, novembro 08, 2009
Citação da semana...
Charles de Gaulles, 14 juillet 1943
Soyons fermes, purs et fidèles ; au bout de nos peines, il y a la plus grande gloire du monde, celle des hommes qui n'ont pas cédé
sexta-feira, novembro 06, 2009
Saudades do meu avô Raúl...
Faleceu o meu último avô.
É o decurso normal da vida, sei.
Os filhos não sentiram muito, por ele ter sido sempre ausente, por ele ter abandonado a minha avó, na dor, nas grandes dificuldades economicas, com 4 filhos e 2 idosos.
Mas gostava dele.
Gostava muito dele.
Um dia, ele decidiu nunca mais voltar para Portugal, por vergonha, por ser muito pobre e porque tinha prometido que voltaria abastado e que a família nunca mais teria dificuldade.
Foi atraiçoado pelos irmãos, aqui em Portugal
Foi atraiçoado pela 2ª mulher, lá no Brasil. Há quem diga que cá se fazem, cá se pagam.
O meu avô pagou. Tudo. Passou fome, agonia, solidão, tristeza.
Um dia quis conhecê-lo. Nenhum dos filhos sabia dele desde os anos 50. A minha mãe , a «caçula» dos irmãos, nunca o tinha visto.
Escrevi à Embaixada de Portugal, obtive resposta passados uns meses. O meu avô estava vivo! Após anos de troca de cartas, em 2001, veio cá. Ficou apavorado com uma Lisboa mudada, perdeu-se em Viana e agradou-se com Caminha.
Voltou a ver a família, os amigos. Os filhos perdoaram-lhe e os netos tinham longas conversas com ele.
Como fomos felizes nesses 3 meses em que ele cá esteve!
Nunca me hei-de esquecer daquele «picolé» que me ofereceu, naquela praia de Baiona, em Setembro, uns dias antes de voltar para o Brasil, e de nunca mais o ver.
É o decurso normal da vida, sei.
Os filhos não sentiram muito, por ele ter sido sempre ausente, por ele ter abandonado a minha avó, na dor, nas grandes dificuldades economicas, com 4 filhos e 2 idosos.
Mas gostava dele.
Gostava muito dele.
Um dia, ele decidiu nunca mais voltar para Portugal, por vergonha, por ser muito pobre e porque tinha prometido que voltaria abastado e que a família nunca mais teria dificuldade.
Foi atraiçoado pelos irmãos, aqui em Portugal
Foi atraiçoado pela 2ª mulher, lá no Brasil. Há quem diga que cá se fazem, cá se pagam.
O meu avô pagou. Tudo. Passou fome, agonia, solidão, tristeza.
Um dia quis conhecê-lo. Nenhum dos filhos sabia dele desde os anos 50. A minha mãe , a «caçula» dos irmãos, nunca o tinha visto.
Escrevi à Embaixada de Portugal, obtive resposta passados uns meses. O meu avô estava vivo! Após anos de troca de cartas, em 2001, veio cá. Ficou apavorado com uma Lisboa mudada, perdeu-se em Viana e agradou-se com Caminha.
Voltou a ver a família, os amigos. Os filhos perdoaram-lhe e os netos tinham longas conversas com ele.
Como fomos felizes nesses 3 meses em que ele cá esteve!
Nunca me hei-de esquecer daquele «picolé» que me ofereceu, naquela praia de Baiona, em Setembro, uns dias antes de voltar para o Brasil, e de nunca mais o ver.
quarta-feira, outubro 28, 2009
Dos desabafos...
Há dias, como este por exemplo, em que queria viver ainda na altura em que morava com (ou perto) os meus amigos.
Naqueles tempos em que, desprendidos das coisas materiais da vida, viviamos para o dia-a-dia, tomavamos todas as noites o sacro-santo cafézinho na rua, sem preocupações realistas do dia seguinte. E se desse pra esse lado, também iamos beber um copo ao barzinho alí do lado, ou mais além. Sem regras.
E falavamos das nossas vidas, das nossas aventuras da jornada , felizes simplesmente de alí estar.
Como me sinto só!
Como me sinto longe da civilização!
Quantas saudades tenho de vós!
Naqueles tempos em que, desprendidos das coisas materiais da vida, viviamos para o dia-a-dia, tomavamos todas as noites o sacro-santo cafézinho na rua, sem preocupações realistas do dia seguinte. E se desse pra esse lado, também iamos beber um copo ao barzinho alí do lado, ou mais além. Sem regras.
E falavamos das nossas vidas, das nossas aventuras da jornada , felizes simplesmente de alí estar.
Como me sinto só!
Como me sinto longe da civilização!
Quantas saudades tenho de vós!
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